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  • 31/10/2019

Conexão Seguros Unimed – O que você precisa saber antes de investir em fundos de investimentos?

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Fundos de investimento são excelentes opções para diversificar a carteira e aumentar o potencial de rentabilidade. São muitos os tipos, o que pode confundir o investidor de primeira viagem. Por isso, elaboramos um guia que te ajudará a navegar por este mundo.

O que são fundos de investimento?

Eles funcionam de forma similar ao modelo de sociedade em uma empresa, no qual cada investidor se torna “dono” de uma parte do total – no caso dos fundos, as cotas, que são uma fração do total do fundo. Por isso, os fundos são uma modalidade de investimento coletivo.

Cada cotista adquire uma fração e, com os recursos reunidos, o gestor do fundo compra os ativos. Eles podem ser de renda fixa ou variável, entre CDBs, ações, debêntures, moedas estrangeiras e derivativos.

A composição destes ativos varia de acordo com o perfil do fundo. “Os mais conhecidos são os fundos de renda fixa, cuja estratégia mais comum é investir em títulos públicos e crédito privado”, diz Fernando Fridman, responsável pela área de Produtos do Banco Ourinvest. Apesar da fama, ele está longe de ser o único.

Vantagens e desvantagens dos fundos de investimento

A principal vantagem é colocar a gestão dos seus investimentos nas mãos de profissionais. “O mercado financeiro está cada vez mais completo e, com isso, complexo. Existem gestores especializados em estratégias específicas que, além do acesso a melhores produtos, têm maior capacidade de escolher os momentos certos de entrar ou sair de um investimento ou de avaliar seus riscos”, afirma Alexandre Amorim, gestor de investimentos da Par Mais.

Além disso, o investidor terá uma carteira de ativos diversificada com menor investimento inicial, visto que estamos falando de um investimento coletivo. “Ele também terá acesso a ativos e mercados que, muitas vezes, o investidor por si só não tem”, completa Fridman.

Do lado das desvantagens, é preciso atenção para não cair em algumas ciladas. Uma delas é o famoso come-cotas – uma tributação que ocorre de forma antecipada e cobrada semestralmente em alguns fundos – e o fato de não terem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em caso de perdas.

Também podemos citar as taxas. As principais são as de administração (responsável por cobrir os gastos com a prestação de serviços do administrador, gestor e distribuidor), custódia e, em alguns casos, performance (geralmente cobrada nos fundos de gestão ativa e apenas quando o fundo supera sua meta de rentabilidade, premiando o sucesso do gestor).

“Custos e taxas devem ser avaliados caso a caso, visto que o valor depende da característica do fundo. Um fundo de gestão passiva (por exemplo, que segue um índice, como ETFs) deve ter taxas bem baixas, até 1%. Já um fundo ativo pode chegar a 2%”, comenta Amorim.

Fique, ainda, de olho na rentabilidade: alguns podem ter desempenho inferior a investimentos feitos diretamente em renda fixa, como CDBs. “Dependendo da classe do fundo, a previsibilidade de retorno é menor, assim como a carteira de ativos, que pode ser modificada ao longo do tempo. É função do assessor financeiro conhecer o perfil e o objetivo do cliente para a escolha do fundo mais adequado”, diz Fridman.

Escolhendo o fundo de investimento ideal para você

Trata-se de uma tarefa complexa, mas cujo primeiro passo é analisar o perfil de risco do investidor.

“É necessário definir os objetivos financeiros, as necessidades de liquidez e as metas de rentabilidade de cada objetivo. Para isso, nós, gestores, estudamos e acompanhamos o mercado para indicar o investimento mais alinhado para cada investidor. Sempre é bom contar com a análise de um profissional certificado em investimentos”, aponta Amorim.

A boa notícia é que a proporção entre ativos de maior ou menor risco varia, por isso, há fundos conservadores e arriscados, possibilitando ao investidor escolher o que mais se encaixa em seu perfil, objetivos e momento de vida.

Para que a decisão seja consciente, é importante conhecer os diversos tipos de fundos disponíveis no mercado – segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os principais são os fundos de renda fixa, multimercado, de ações e cambiais.

Fundos de renda fixa: os mais conservadores da lista, reúnem títulos públicos, privados ou de empresas. Normalmente, acompanham o CDI e contam pouca volatilidade.

Fundos multimercado: misturam ativos de renda fixa, ações e câmbio e, graças à composição e maior volatilidade, possuem risco moderado. Indicados para quem deseja diversificar investimentos.

Fundos de ações: indicados para quem deseja investir em ações, mas não possui conhecimento, tempo ou volume de dinheiro para investir diretamente na Bolsa de Valores. Por serem compostos majoritariamente por ações, pedem que o investidor possua perfil mais agressivo e possa deixar os recursos aplicados no longo prazo.

Fundos cambiais: geralmente usados por quem precisa se proteger de variações cambiais, como quem trabalha com importações. Esses fundos têm seu resultado atrelado ao desempenho de moedas estrangeiras e podem ser bastante voláteis.

Além destes, há outros tipos de fundos, como os imobiliários – indicados para quem quer dar os primeiros passos na renda variável – e de previdência.

“O investimento ideal é aquele que se enquadra em seus objetivos e que o investidor seja capaz de entender os riscos envolvidos. Um assessor de investimentos pode ajudar e muito na escolha do investimento ideal”, finaliza Fridman.

Confira a matéria na íntegra: https://www.conexaosegurosunimed.com.br/o-que-voce-precisa-saber-antes-de-investir-em-fundos-de-investimentos/

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