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  • 06/08/2013

Comprar ou alugar? | Par Mais – Planejamento Financeiro

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Comprar ou alugar

Mas, afinal de contas, comprar ou alugar ?

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Pergunta:

Qual o preço da satisfação de ter um barco, uma casa de campo ou um apartamento na praia para chamar de seu? Por outro lado, quanto vale a liberdade de não ter de se preocupar com mensalidade de marina ou salário de caseiro e ainda poder conhecer uma praia diferente a cada feriado?

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Jailon responde:

Colocados todos os gastos na ponta do lápis, comprar um bem quase nunca é a opção mais vantajosa. “Além das despesas anuais, entram na conta a depreciação, no caso do barco – imóveis tendem a se valorizar -, e o rendimento que o proprietário acumularia se o valor do bem estivesse aplicado”, explica Jailon Giacomelli, planejador financeiro do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). Com a ajuda de Giacomelli, VEJA preparou um comparativo entre os gastos anuais de quem compra e de quem prefere alugar uma lancha, um sítio com piscina e jardim ou um apartamento no litoral, sempre com preço de compra em torno de 300 000 reais. Todas as estimativas de manutenção e aluguel têm como referência as despesas médias de bens nesse valor. “São gastos bem realistas. Alguns até podem ser adiados, como a reforma do imóvel, mas dificilmente deixarão de existir”, explica o planejador financeiro. Para calcular os rendimentos anuais sobre os 300 000 reais, ele considerou investimentos conservadores e descontou 15% referentes ao imposto de renda. A valorização dos imóveis foi prevista com base na inflação. Prazeres e desgostos não podem ser mensurados – mas, claro, também devem ser levados em conta.

Barco

Quem compra: pode tirar habilitação náutica e impressionar os amigos pilotando a própria lancha (quem aluga não tem permissão para guiar a embarcação). E, segundo os especialistas, os barcos são o tipo de bem que mais comumente decepciona os inexperientes. Antes de comprar, alugue até ter certeza de que é a sua praia.

Quem aluga: pode escolher o tamanho e o modelo do barco de acordo com as necessidades de cada passeio. Uma conta curiosa: a diferença entre os gastos anuais de comprar e alugar é de 34 675 reais. Se aplicar anualmente esse valor, durante cinco anos, o locatário poderá ter a quantia de 185 000 reais já descontada a inflação – ou seja, mais da metade do valor do barco.

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Sítio

Quem compra: Tem garantia de lazer o ano todo para a família, principalmente pela criançada, e não corre o risco de se decepcionar com propriedades alugadas que pareciam ótimas na foto, mas na chegada se revelam feias ou malcuidadas. Se o comprador escolher um sítio próximo à sua cidade, as escapadas do trânsito e do barulho podem ser ainda mais frequentes.

Quem aluga: nunca se preocupa com piscina suja, praga na horta, vazamento na caixa-d’água ou caseiro que decide mudar de emprego. É possível ainda trocar o isolamento no sítio por diversão com monitores para as crianças em hotéis-fazenda ou jantares à luz de velas em pousadas no campo.

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Apartamento na Praia

Quem compra: não precisa torrar uma fortuna se deixa para decidir o destino de feriadão na última hora, quando a locação dos imóveis de veraneio alcança níveis de Riviera Francesa. O proprietário pode ainda obter uma renda extra alugando o apartamento nas ocasiões em que não pretende ocupa-lo (o que, é bom lembrar, traz o risco de dores de cabeça com locatários ou imobiliárias).

Quem aluga: tem a liberdade de variar o destino quanto quiser – o que, num país com mais de 9 000 quilômetros de litoral (contadas todas as suas belas reentrâncias e saliências), é um atrativo e tanto.

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Comprar ou alugar? por Jailon Giacomelli – 06.08.2013

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