Atual situação econômica do Brasil – Carta do Gestor

  • 15/09/2020
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Mesmo com tanta coisa jogando contra, ainda temos força para seguir adiante

Ao que tudo indica, esta será só mais uma entre as tantas crises que passamos e que saímos mais fortes.

Oito meses já se passaram, setembro chegou e entramos no último terço do ano. Olhando para trás, parece que o ano está voando, mas provavelmente esse foi um dos anos mais intensos de nossas vidas. Alguns ainda se resguardam em quarentena enquanto a grande maioria volta a uma nova rotina – cheia de cuidados, medos e restrições.

A pandemia ainda dita nossas vidas. No continente americano, os números estão estáveis, mas ainda altos. Na Índia o contágio se acelera, assim como na Europa, que vive uma segunda onda de contágios. Entretanto, o maior conhecimento sobre a doença, a expectativa por uma vacina e a evolução dos protocolos médicos têm permitido o retorno gradual das atividades sem prejuízo à saúde pública. Prova disso são os números da Europa, onde os contágios diários já superam os números da primeira onda, porém, sem impacto no número de internações e óbitos.

Confira a nossa análise semanal do cenário macroeconômico com foco nos investimentos, por Alexandre Amorim, CGA.

O mês de agosto foi marcado, mais uma vez, pela retomada das atividades e alta liquidez nos mercados. Os indicadores de atividade global continuam surpreendendo positivamente, com destaque para o crescimento Chinês.

Nos EUA, uma importante mudança na condução de política monetária foi anunciada – a meta de inflação deixa de ser fixa e passa a ser uma média de 2% ao longo do tempo. Considerando que a inflação por lá tem rodado persistentemente abaixo desse número, fica evidente que o FED será mais tolerante com índices de inflação mais altos, em contrapartida de um crescimento mais acelerado. O mesmo vale para os níveis de emprego, havendo maior leniência também com o chamado pleno emprego.

Outro tema importante por lá são as eleições presidenciais, que se aproximam ainda sem qualquer viés. A diferença entre Biden e Trump continua muito estreita, a menos de dois meses da eleição, tornando muito difícil qualquer previsão em torno do resultado.

Aqui no Brasil nossos problemas continuam os mesmos. Política e poder lutando entre si e o problema fiscal cada vez mais em foco. Por um lado, temos um grupo grande em busca de dinheiro – seja para obras de desenvolvimento para investimento público, para auxílio às famílias atingidas pela pandemia ou, em muitos casos, apenas para financiar a ineficiência do estado. Por outro, a equipe econômica tentando de tudo para segurar os gastos e não comprometer ainda mais a situação fiscal.

E a despeito de tudo isso, os números da atividade econômica continuam dando sinais positivos. Às vezes parece estranho, com tanta coisa jogando contra, que o brasileiro ainda tenha forças para seguir adiante. Mas, ao que tudo indica, esta será só mais uma entre as tantas crises que passamos e que saímos mais fortes.

Que em breve possamos olhar para o que passou e ver, de uma perspectiva bem melhor, que tudo isso ficou para trás. Afinal de contas nós, brasileiros, merecemos!

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Comentário(s): 175

       
  1. Somos capazes e vamos superar este cenário, colocaremos nossas mentes à trabalhar incansavelmente até nos destacarmos novamente entre os demais. Abraços.

  2. Temos que parar de pensar para baixo. A verdade é que precisamos investir em tecnologia e pesquisa científica, para continuarmos avançando.

  3. Com um palavreado bem prático posso dizer que nosso Brasil é um canteiro enorme e somente se a situação política, jurídica e social deixar de ser volúvel para atrair ou manter mais investidores é que podemos voltar ao crescimento e quem sabe chegar ao primeiro mundo.

  4. A economia brasileira está entre as mais sólidas do mundo. Acredito que não é otimismo exacerbado, é fácil constatar. Temos uma balança comercial superavitária, alicerçada no agronegócio e, no qual o setor é um dos mais eficientes do mundo. A dívida brasileira é administrável, girando em torno de 70 % do PIB. E, para fechar com chave de ouro, uma reserva cambial que poucos países do mundo a tem, até mesmos áqueles pseudo “ricos”. Somado a todo este cenário, uma imensa capacidade de exploração e agregação de valor das reservas naturais, como os minérios, biotecnologia e vários outros. Com todo este gás, intrínseco de um país jovem, mais uma vez, venho bater na mesma tecla, “a educação”, para vislumbrar novos horizontes, novas oportunidades e proporcionar ao povo brasileiro e seus descentes uma vida justa, digna, honrosa, feliz e próspera.
    Att,
    Evaldo Gomes.

  5. Nosso país hoje mostra um diferencial, pois as questões pertinentes a ele estão mais clara. Há um reconhecimento do nosso vasto campo , no entanto, necessitamos de menos política… menos estado… O povo deve ser soberano, o povo deve estar em lugar digno… E se não por consciência… fazer a força que os corruptos bandidos a tenha. Precisamos avançar e apoiar o nosso atual governo.

  6. Perceberam que hohe ja discutimos, melhor a situação politica do país?
    Hoje ja se fala em um futuro melhor! Creio qie se investir pesado em educação, em 30 anos…..sairemos dessa prisão que é dos corrupitos e de má gestores.
    O que pra mim, realmente vai gazer este país alavancar…..÷ a educação.

  7. Pelos incontáveis erros de português lidos nos comentários, podemos dizer: “Isso é uma vergonha!”

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