Planejamento financeiro – aprenderemos com a Copa?

  • 14/07/2014
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Planejamento financeiro – aprenderemos com a copa?

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Os alemães foram à praia, dançaram, brincaram com indígenas, entraram em campo com camisas semelhantes à do Flamengo e aprenderam algumas palavras em português – o suficiente para, nas redes sociais, o atacante Lucas Podolski apelar para um “quero ver geral de #VermelhoePreto”. No Brasil, mimetizaram o melhor do brasileiro: a simpatia, a humildade, uma certa leveza no jeito de ver a vida. Em campo e nos treinamentos, porém, foram organizados, eficientes e, principalmente, seguiram à risca mais uma etapa de um processo que vem sendo planejado desde a década passada.

Poderiam ter sido derrotados na final, mas ainda assim teriam muito a nos ensinar.

A organização da copa do mundo no Brasil foi em muito um reflexo da forma como é conduzida a política e a economia no país. A total falta de planejamento – que parece proposital, o descontrole no uso e aplicação de recursos e, por fim, a entrega apenas do essencial, acompanhada, como sempre, com a comemoração ao estilo ‘nunca antes na história desse país’.

Com a nossa seleção aconteceu coisa parecida. Hoje o País abriga 200 milhões de técnicos – e não pretendo ser mais um deles. Mas é evidente que faltou planejamento e sobrou soberba.

O saldo desses 30 dias de evento revela que soubemos fazer uma belíssima festa – não por causa dos nossos administradores públicos mas, antes, apesar dos nossos administradores públicos. Nosso sucesso reflete muito mais a energia e a hospitalidade do povo do que qualquer tipo de organização do evento.

A grande lição dessa Copa vem da campeã Alemanha. Eles adotaram um modelo de organização e planejamento que levou em consideração todas as variáveis possíveis – desde a preparação física e psicológica da equipe até sua postura dentro e fora do campo. A atenção aos detalhes fez a diferença (e teria feito mesmo que, em um lance isolado, os Argentinos tivessem vencido o jogo final).

Os alemães puseram em prática um modelo perfeito de planejamento, chave do sucesso de qualquer projeto, seja pessoal, familiar, empresarial, esportivo ou político/econômico. Eles enriqueceram esse planejamento com o tempero brasileiro, que tanto nos agrada, com nosso colorido, nossa alegria.

Infelizmente, pelo que foi visto nas explicações pós-evento, tanto nas palavras dos dirigentes da nossa seleção quanto nas palavras dos governantes, ainda não foi dessa vez que aprendemos a lição: a criatividade, a alegria, o “ser brasileiro” não é inimigo do planejamento. Os dois podem e devem conviver juntos. A simpatia do povo brasileiro pelos alemães, por outro lado, parece mostrar que começamos a ter consciência disso.

Talvez esse seja o maior legado que a copa nos deixará.

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Planejamento financeiro – aprenderemos com a Copa? por Alexandre Amorim – 14.07.2014

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