Aposentadoria – A regra dos 4%

  • 07/05/2012
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Aposentadoria – A regra dos 4%

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De quanto dinheiro precisarei para me aposentar confortavelmente?. Esse é um dos maiores dilemas do universo das finanças pessoais. Tudo bem que “confortavelmente” é um conceito subjetivo e pessoal, mas ainda que nós alteremos a pergunta para algo como “de quanto precisarei para me aposentar ganhando ‘X’ por mês?”, a fórmula perfeita para responder essa pergunta não existe. Se um dia essa fórmula existir, certamente ela renderá ao seu autor o Prêmio Nobel.

A dificuldade em responder essa pergunta vem do fato de que precisamos saber coisas futuras sobre as quais não temos sequer a mais vaga ideia. A primeira coisa de que precisamos saber é, por mais mórbido que seja, quando vamos morrer. A não ser que você seja um suicida que já planejou a data em que vai dar “adeus a este mundo cruel”, não há como saber a data exata da própria morte. Além disso, estamos dependentes de outros fatores incontroláveis, como a inflação e a taxa de juros do futuro. Tudo fica ainda mais complicado e nebuloso se lembrarmos de que, para muita gente, planejar a aposentadoria é projetar essas variáveis para daqui a algumas décadas, e aí não há bola de cristal que resista.

Nem todo mundo está tão preocupado com o futuro. Alguns países são verdadeiros “estados de bem estar social”, onde o governo cuida de tudo, garantindo aposentadoria vitalícia e integral para seus cidadãos. O Brasil tem um modelo híbrido, onde o Estado fornece uma previdência social vitalícia, porém bastante limitada, e as pessoas que querem um nível de vida melhor precisam recorrer a outros meios, como a previdência privada. O modelo típico de aposentadoria pública vitalícia é de difícil sustentação, tanto que muitos países adeptos desse tipo de política estão enfrentando crises profundas, vide o que está acontecendo lá no Velho Mundo. Não é à toa que alguns mais cínicos dizem que a previdência pública é o “maior esquema Ponzi do mundo”.

Em outros países, o Estado não dá tanta moleza e as pessoas precisam se virar e planejar direito a aposentadoria, do contrário correm o risco de ficarem velhas e falidas (inicialmente pensei em uma outra palavra que também começa com “f”, mas deixa isso pra lá…). É o caso dos Estados Unidos, onde existem várias fórmulas e teorias para tentar estimar qual o valor que uma pessoa deve acumular ao longo da vida, seja investindo diretamente ou através de instrumentos de previdência privada, para se aposentar confortavelmente.

A mais popular e conhecida dessas fórmulas é a chamada “regra dos 4%”, que diz que a pessoa deve sacar 4% de seu patrimônio no primeiro ano de aposentadoria e viver daquele valor durante o ano. No ano seguinte, ela deve sacar o mesmo valor do ano anterior acrescido da inflação no período, e assim sucessivamente nos anos seguintes. A regra diz que, se a pessoa proceder dessa forma, ela conseguirá viver daquele patrimônio por trinta anos. Ao final dos trinta anos o dinheiro deverá ter acabado. Se ela morrer antes do término desse período, acabará deixando dinheiro para seus descendentes (isso significa que ela não viveu tão “plenamente” quanto poderia). Se morrer após esse período, ficará sem dinheiro na velhice.

Essa regra foi criada no início dos anos 90 por um consultor financeiro americano chamado Bill Bengen, que estudou a inflação e os retornos dos mercados financeiros nos 75 anos anteriores à sua publicação e chegou à conclusão de que o saque de 4% do valor acumulado por ano, corrigido pela inflação, era o valor seguro para garantir uma aposentadoria por 30 anos. Posteriormente à publicação da regra, outros financistas testaram os dados, inclusive dos períodos após a publicação original, utilizando modelos matemáticos sofisticados baseados na simulação de Monte Carlo, e os resultados foram consistentes.

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Aposentadoria – A Regra dos 4% por André Massaro – 07/05/2012

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